"Nada do que é humano me é estranho". Com essa epígrafe terenciana, no ano chinês do cachorro, época do entusiasmo e gosto pelas novidades, surge a oitava edição da revista ETC, literatura e arte.
A publicação, consagrada pela crítica e público como espaço nobre e ímpar para a veiculação de arte contemporânea, segue a dedicar espaço para a manifestação artística nas suas 156 páginas da edição recente. A poesia, por exemplo, pulsa com muita intensidade na ETC. José Kozer teve publicado o poema Madame Chu - a Travessa dos Editores acaba de publicar o livro Íbis amarelo sobre fundo negro, de Kozer. Ana Rüsche traz para o idioma português quatro autores da África do Sul [Dennis Brutus, Oswald Mtshali, Allan Kolski Horwitz e Mxolisi Nyezwa]. Simone Homem de Mello, Ruy de Vasconcelos, Jorge Lúcio de Campos, Lígia Dabul, Fabrício Marques e Antônio Moura estão aglutinados no bloco 6 poemas brasileiros. Affonso Romano de Sant'Anna comparece com O homem e sua sombra. Arnaldo Antunes, Josely Vianna Baptista e Maria Angela Biscaia estão, juntos, em produção dialógica, em Outro. Outra poeta presente nesta edição é Estrela Leminski. E, ainda, Marcelo Tápia.
ETC, nesta oitava edição, ao abrir espaço para a prosa, faz uma espécie de radiografia da produção literária brasileira contemporânea. João Anzanello Carrascoza, Greta Benitez, Ronaldo Bressane e Marcia de Almeida apresentam suas experiências literárias nas páginas da revista. Luiz Ruffato, por sua vez, mostra, com exclusividade, fragmento inédito da série Inferno provisório, do seu próximo livro Volume III: Vista parcial da noite. Ruffato também foi entrevistado por Paulo Sandrini, com fotografias de Cecília Laszkiewicz.
ETC é poesia, é prosa mas também está aberta à reflexão e, portanto, nesta edição, a exemplo das anteriores, há ensaio de Tania Mara Galli Fonseca. E ainda: intervenção visual de Maria Angela Biscaia, intervenção por meio de palavras de Alberto Puppi, ensaio fotográfico de Lina Faria e, dentro da proposta da revista, de dialogar com todas as artes, quadrinhos de Dw e Guilherme Caldas e, ao final, um retrato do escritor Wilson Bueno na lente de Vilma Slomp.