A Travessa dos Editores acaba de publicar a edição 9 da revista Et Cetera, de literatura e arte. Esta é a 10ª edição, uma vez que a publicação existe desde a edição zero, publicada em meados de 2003.
Esta nona edição, em especial, abre espaço para a prosa contemporânea brasileira, universal. Destaques para contos de Marcelo Mirisola, Sergio Faraco, Maria Esther Maciel, Ivana Arruda Leite, Fabrizio Filho e Carlos André Moreira. Pela primeira vez Caetano Galindo, tradutor e doutor, apresenta a sua prosa inventiva em uma publicação brasileira.
A poesia segue com espaço generoso nesta publicação de literatura e arte. Destaque para as presenças de Sebastião Nunes, Roberto Picciotto, Mariana Ianelli, Luís Carlos Patraquim, Leonardo Gandolfi, Ana Hatherly, Fabrício Marques, entre outros.
Literatura e arte: a Et Cetera é conteúdo mas é forma também — e a apresentação, o projeto gráfico, é algo levado muito em consideração. Imagens, intervenções de Guilherme Zamoner e Maria Ângela Biscaia fazem parte da proposta estética desta publicação.
Dois autores foram entrevistados. O autor italiano Alessandro Barico. E o poeta brasileiro Ademir Assunção — que também teve poemas veiculados em dezenas de páginas da revista.
Maria Esther Maciel comparece, além do conto, com um ensaio exclusivo e inédito sobre o Edifício Máster, filme de Eduardo Coutinho. Foca Cruz, craque das imagens, tem seu trabalho em várias páginas e na capa da publicação. Silvana Leal comparece com um ensaio imagético.
Et Cetera, editada por Fábio Campana, e coordenada por Rubens Campana, acompanha o presente, flerta com o futuro e dialoga com o passado, o que também se dá no texto de abertura, do genial Thomas Mann: “No nosso tempo, o destino dos homens mostra o seu sentido em termos políticos”. Nada mais atual. Nada mais profético. Nada mais histórico. Nada mais Et Cetera.