Fábio Campana desconstrói os sonhos e pesadelos da geração que lutou contra a ditadura militar em "O Paraíso em Chamas". Sob os restos dos discursos e ideologias queimados, no entanto, renasce a esperança, ligada à força perene da linguagem.
As lembranças e episódios, que vão do passado ditatorial aos eventos que desembocaram no reassentamento do status quo e no abatimento do sentimento libertário, estão dispostos em cantos e profanações organizados como em um vitral.